MATERNIDADE E O MERCADO DE TRABALHO

03 maio 2018

Muito se fala e se questiona sobre equidade de gênero, no sentido restrito pode-se afirmar que se refere ao tratamento igual entre homem e mulher. Entretanto o conceito igualitário aqui empregado esta relacionado a garantia de direitos e dignidade. Uma buscar que representa renuncias e sofrimento para as mulheres, que tem que lhe dar com o preconceito e o questionamento sobre qual realmente é o seu lugar.

Foto: Arquivo Pessoal

Mesmo com leis trabalhistas voltadas para a mulher, uma das suas funções naturais e mais nobre é vista como sua principal fraqueza e limitação; a maternidade. A conquista do protagonismo junto ao  homem limitou o desejo da maternidade e seu exercício pleno em relação ao acompanhamento do desenvolvimento dos filhos, ser mãe para o ambiente de trabalho representa limitação, algumas empresas em entrevista de trabalho até perguntam se a mulher tem filhos pequenos, pois o fato poderia significar possíveis ausências no caso de doença da criança. Tal situação em sua maioria, deve-se ao fato de vivemos em uma sociedade que acredita que a educação e a criação de uma criança são responsabilidades exclusivas da mãe e tratamos a maternidade como se fosse um capricho da mulher, uma escolha pessoal, entre o profissional e a vida privada. Mas de fato não é, ou ao menos não deveria ser. 

Os desafios ainda são muitos, porém existem vários direitos que asseguram o respeito e a estabilidade da empregada gestante entre os principais deles estão: A licença maternidade de 120 dias, sem prejuízo do salário (art. 392 da CLT); Dispensa do horário de trabalho pelo tempo necessário para a realização de, no mínimo, seis consultas médicas e demais exames complementares (§4º, inciso II do art. 392 da CLT).
foto: Arquivo Pessoal 
Uma das maiores e mais significativas conquistas feminina esta relacionada ao trabalho assalariado, embora romper os limites não lhes exímio de suas atribuições maternas que envolve deste o processo natural de gerar uma criança, à criação dos filhos que na maioria dos casos não inclui diretamente a contribuição do homem, que não buscou e nem foi educado para tal finalidade assim veem-se diante de uma dupla e árdua jornada. As leis de garantia de direitos não inibem o preconceito e os aspectos culturais que afetam a relação da mulher mãe e a sociedade. O fato é que independente das concepções criadas e o desrespeito, ser mãe não nos desqualifica, pelo contrário nos torna ainda mais magnânimas.