24 novembro 2017

25 DE NOVEMBRO DIA MUNDIAL DA NÃO VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER


Em todo o mundo  mulheres são vitimas de violência, muitas justificadas por ordens culturais ou religiosas; abuso verbal, emocional,  físico, sexual. Seja qual for a sua forma, possui números alarmantes.

Foto: Christopher Campbell
A realidade das mulheres vitimas de violência é assustadora, com o objetivo de combater essa prática em 1999, a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas instituiu 25 de novembro como o Dia Internacional da Não-Violência Contra a Mulher, em homenagem às irmãs Pátria, Minerva e Maria Teresa, militantes conhecidas como Las Mariposas, que lutavam contra a ditadura de Rafael Leônidas Trujillo Molina, ex-presidente da República Dominicana. As irmãs foram presas juntamente com seu maridos, como a prisão causou forte comoção o ditador foi obrigado a liberta-las, mas por trás da ação havia um plano de assassina-las. 


Em 25 de novembro de 1960, as irmãs foram assassinadas na volta de uma visita a seus maridos na prisão. Vítimas de uma emboscada, foram levadas para um canavial e foram apunhaladas e estranguladas até a morte. Diante do martírio o povo dominicano resolve se somar na luta pelos ideais democráticos das Mariposas o que desencadeou um protestos em massa e contribuiu para a queda do regime de Trujillo em 1961.

Neste dia voltado para discussões em torno do assunto da não violência contra a mulher, nos questionamos sobre quantas mais deverão ser mortas, mutiladas, humilhadas para de fato haver ações de garantia de direitos? Quantas mais devem entrar na estatística? 

A ONU estima que, no mínimo, 5 mil mulheres são mortas por crimes de honra no mundo por ano. 

70% de todas as mulheres do planeta já sofreram ou sofrerão algum tipo de violência em, pelo menos, um momento de suas vidas — independente de nacionalidade, cultura, religião ou condição social (ONU).

Mais de 100 milhões de meninas poderão ser vítimas de casamentos forçados durante a próxima década, segundo estudo do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

Mais de 135 milhões de meninas e mulheres vivas já foram cortadas nos 29 países da África e Oriente Médio, onde a prática está concentrada. A ONU estima que até 2030 mais de 86 milhões de meninas ainda serão mutiladas. Em média, 6 mil mulheres por dia sofrem mutilação genital.


Já falamos aqui sobre a  lei do Feminicídio que define quais são as formas de punições para quem assassinar uma mulher assim como a  Lei 11.340/06 , conhecida como lei Maria da Penha. Mas sabemos que as alterações legais não inibiram a prática desse tipo de  violência no Brasil. A prevenção se faz necessário. Mas quando ocorre, a efetividade da lei precisa de fato acontecer os serviços essenciais devem atender as necessidades das mulheres e meninas, vale sempre lembrar que lei não é garantia de direitos.