14 setembro 2017

LETICIA SANTOS, MULHER PEQUENA DESBRAVANDO SEU ESPAÇO


Pessoas com nanismo tem que lidar com as limitações do dia a dia, tarefas simples, como pegar algo no armário, subir em uma cadeira, mudar o móvel do lugar, subir escadas e tantas outras coisas que para a maioria de nós passam despercebidas, acabam representando significativos obstáculos. Mesmo com todos os subterfúgios usados por estes para driblar as dificuldades, fora do lar tudo é ainda mais desafiador, pois além de ter que contornar das limitações de acesso  que se fazem percebidas em situações como chamar um elevador, usar o caixa eletrônico, comprar roupas, calçados e tantas outras, tem-se ainda o preconceito.

Leticia Santos/  arquivo pessoal

O preconceito latente relacionado as pessoas pequenas, as limitam ainda mais. Leticia Santos, curitibana de 23 anos, conhece bem essa realidade. Medindo 91 centimentros, por conta do Nanismo condrodiastrófico, (Nanismo raro causado pela ruptura do crescimento dos ossos longos), ela afirma que não há espaço  para pessoas julgadas "diferentes", mas isso não a impende de busca-lo, tudo parte do aceitar-se.

"Na adolescência tive muita dificuldade em lhe dar com minha autoimagem, esta é uma fase em que a aceitação cai em questionamento ainda mais portando alguma deficiência. Mas enfim passou aprendi a ser eu mesma, e gostar de mim assim. Olhares e comentários maldosos não me afetam." Afirma a jovem.
Leticia Santos/ Arquivo pessoal

Nanismos é um distúrbio que se caracteriza pela falha no crescimento, na qual a pessoa, seja homem ou mulher, apresenta baixa estatura comparada a  pessoas da mesma idade e sexo, embora os aspectos físicos sejam afetados, as habilidades intelectuais mantem-se preservadas, podendo-se manter uma vida significativamente normal. Embora a sociedade não os vejam assim, estes podem assumir diferentes funções sociais, mas ainda hoje muitos acabam sendo vistos como anomalias ou engraçados, tendo oportunidade, na maioria, dos casos apenas no entretenimento. 

Por essas razões Leticia não possui um  emprego fixo, atua como maquiadora de forma autônoma, e em suas redes sociais divulga seu projeto – RAPAS E BATONS, que tem por objetivo exaltar a vaidade de mulheres com deficiência ou não, que muitas vezes escondem seu lado mulherão, por medo ou vergonha.
Leticia Santos/ Foto arquivo pessoal

Na medida do possível ela consegue levar uma vida de forma normal. Sobre seus relacionamentos ela afirma que embora   muitos não acreditam que pessoas com nanismo possam manter um relacionamento amoroso, ela namora há três anos. “Sempre me perguntam se meu namorado possui estatura normal. Sim ele é normal e nosso relacionamento também!” Enfatiza ela.

Leticia se aceita e não tem receios em ser quem é, e deixa um recado a nossas amigas leitoras: “ Acredite em você, se cuide, se aceite e se ame! A vida é uma só para ficar se lamentando... Viva!!!"
Leticia Santos/ Foto arquivo pessoal

E a você que julga-se diferente, só posso afirmar que o mundo séria muito sem graça se todos fossemos iguais. O seu diferencial a torna autêntica, seja tenaz diante de tudo que à limita.             
Para conhecer um pouco mais sobre Leticia, acesse suas redes socias.
Facebook: Leticia dos Santos
Instagram: @lelerampaebatons

06 setembro 2017

SETEMBRO AMARELO, A MELHOR FORMA DE PREVENIR O SUICÍDIO É FALAR SOBRE

Para muitos não parece agradável refere-se a quem se matou ou quem tentou se matar, seja por valores religiosos ou culturais, ou ambos os casos. Mas tentar entender o que faz uma pessoa cometer tal ato, conversar e levantar discursões sobre o assunto faz-se necessário, desta forma muitas outras vidas podem ser salvas.




Suicídio é um caso de saúde publica, a morte voluntária é a segunda maior causa de óbito no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS),cerca de 800 mil pessoas tiram a própria vida todo ano. Enquanto você ler esta postagem alguém pode esta cogitando ou tirando a própria vida. 

Todos nós temos um amigo conhecido, ou parente que já foi vitima de suicídio. Sim, vitima! Embora ouçamos que tentar contra a própria vida desqualifica o ser humano, com afirmações que seja falta de Deus ( fato que faz com que o assunto seja negligenciado) nestes casos a pessoa é vitima de se mesma. A presença de um transtorno psiquiátrico, em especial a depressão é a causa da maioria dos casos.

Depressão é um assunto sério, e deve ser diagnosticada e tratada como qualquer outra doença, muitos desconhecem o assunto e não procuram ajuda quanto mais falarmos sobre o assunto mais vidas serão salvas. Segundo a OMS, 90% das pessoas que se suicidam apresentavam algum desequilíbrio, como depressão, transtorno bipolar, dependência de substâncias e esquizofrenia – e 10% a 15% dos que sofrem de depressão tentam acabar com a vida. 

Por este motivos ações voltadas para conciêntização fazem-se necessárias e aproveitando o ensejo do dia 10 de setembro ser o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, o mês todo é voltado para esta causa com a campanha Setembro amarelo, com o objetivo de falar do assunto fazendo com que as pessoas se identifiquem e busquem ajuda, pois o primeiro passo para a prevenção é falar sobre, sem medos, sem receios, sem tabus.


Fontes: OMS (Preventing Suicide: A Global Imperative), http://www.setembroamarelo.org.br