05 maio 2017

SORORIDADE; SE NÃO HÁ IRMANDADE, RESPEITO TEM QUE HAVER.

 Quando fala-se em sororidade logo se pensa em feminismo, (mulheres amarguradas unidas para dominar o mundo) parece um conceito radical, mas muitas pessoas até mesmo as próprias mulheres acabam condenando o termo, simplesmente por falta de informação - vale ressaltar que a falta de informação, é o fator propulsor do preconceito

Foto: Hyago Kayann

Quantas vezes você já ouviu ou já falou a frase, “ mulher veste-se para outra mulher”? Quantas vezes você já perdoou o seu namorado ou marido por uma traição, mais não perdoou, repugna, acha que não vale nada a mulher por trás desta? Quantas vezes julgou uma mulher como um alguém que não se dar respeito? Quantas vezes julgou uma mulher por não ser  boa esposa, dona de casa, boa mãe, boa cristã, enfim, boa? Quantas vezes condenou uma mulher por não querer ser mãe? ( Não querer ser mãe ainda é um tabu na sociedade, em contra partida tem muitos homens que simplesmente não assumem seus filhos, nesses casos não tem problema. Ahamm!) Bom o repertório é vasto, mas paro por aqui. Mas se sua resposta para estes questionamentos foi – “Na maioria das vezes”. Amiga, senta aqui vamos conversar.


A sororidade pode ser vista como forma de combate ao machismo velado, a rivalidade feminina alimentado pelas próprias mulheres. A palavra no sentido etimológico  origina-se do latim (sóror), que significa “irmãs”. Este termo pode ser considerado a versão feminina da fraternidade, que se originou a partir do prefixo (frater), que quer dizer “irmão”. 

 Não quero entrar aqui no mérito do feminismo, sou muito questionada sobre esse assunto pelo fato de escrever sobre mulheres, (afirmo e reafirmo aqui, que existe uma linha entre as feministas e antes feministas, eu estou nesta linha). O que de fato acredito e prego é o respeito. Se não há respeito, nem mesmo entre pessoas de um mesmo gênero, no caso o feminino, nunca atingiremos a paridade entre gêneros.

A competição entre os seres humanos existe desde a idade da pedra, é uma questão de sobrevivência. Mas entre as mulheres esta é mais palpável, temos uma disputa de ego, opressora e discriminadora; o julgamento prévio entre nós, ajuda a fortalecer estereótipos preconceituosos. Fala-se tanto de machismo como opressão as mulheres, mas na verdade, a grande massa destas é reprodutora do que julga ser machismo. 

Não estou querendo defender que devemos viver todas unidas como irmãs. Somos humanas! Como qualquer um outro temos falhas, não temos a obrigação de alimentar relações ácidas, ou tolerar atitudes insensatas de uma outra mulher levadas por um "pacto" de irmandade. Defendo a sororidade tal qual a fraternidade, ligada ao principio de liberdade e Igualdade, no caso entre mulheres. E isso só é possível através do respeito, respeitando-se, e respeitando seremos assim respeitadas.