17 março 2017

DESCONSTRUÇÃO DE UM MITO: FILME LOVELACE

Para você que gosta de filme biografia esta é uma ótima dica, história de uma mulher que se torna simbolo da liberdade sexual em uma época cheia de preconceitos e estereótipos, onde o único lugar destinado ao sexo feminino é o lar.


Foto reprodução

Estou sem tempo para atualizar o blog, como toda mulher tenho multifunção além da dupla jornada de trabalho. Para que não fiquemos sem conteúdo teremos postagem com temas fixos semanais com música e filme da semana,  são textos mais curtos, porém com ótimas dicas espero que gostem. A indicação de hoje é o filme Lovelace.


 
 Linda Susan Boreman 1972/ foto reprodução
O filme lançado em 2013, baseado em fatos reais, conta a trajetória de Linda 
Susan Boreman (Amanda Seyfried) considerada uma das maiores atrizes pornô nos Estados Unidos, embora tenha feito apenas um filme; Garganta profunda, lançado em 1972. A trama gira em torno do relacionamento abusivo entre ela, e Chuck Traynor interpretado por Piter Sarsgaard.


Embora aborde a ascensão de uma pessoal comum na pornografia  não há muito sobre os bastidores da indústria pornográfica, o foco está  no sofrimento por trás da estrela de cinema que na vida publica era vista como símbolo da liberdade sexual, livre que fazia o que queria e quando queria, mais na verdade era uma jovem reprimida.
Cena original de "Garganta Profunda" com Linda Lovelace e Harry Reems/ Foto: reprodução
Com o sucesso da atriz, o casal ganha muito dinheiro, porém o marido ambicioso a obriga a manter relações sexuais com outros homens para conseguir ainda mais. Cansada das humilhações a jovem mesmo com relutância de Chuck encerra o casamento e a carreira, a biografia assume a função de atenuar a imagem de Linda, mostrando que foi apenas uma boa moça que foi usada pelo homem que deveria proteger e zelar por sua integridade física e moral. 


Essa é a dica de filme da semana, que por se tratar de uma biografia, atrai interesse.Embora não o considere uma grande produção, conta com bons atores. O roteiro deixa a desejar, talvez por não ser muito detalhista. No final não há ênfase aos últimos anos da vida de Linda, se de fato conseguiu mudar o estigma entorno de sua imagem, sua morte em um acidente de carro em 2002 seu engajamento no ativismo antipornografia, que é apenas citado. Enfim, esses fatos não desqualificam a obra, vale apena assistir recomendo, se gostar volte aqui para dar sua opinião.