25 fevereiro 2017

NESSE CARNAVAL SE "DEU ONDA" ,CAIA FORA É FURADA


Previna-se, não é sarcasmo ou ironia é informação.


Foto reprodução/ fonte: Pixabay



Amado por alguns e odiado por outros o carnaval; festa tradicional que surgiu no século XI, onde as pessoas cometia seus excessos antes de iniciar um longo período de privações de 40 dias ( Quaresma) momento de reflexão espiritual, prevalece até os dias atuais. Bom, a parte da reflexão espiritual nem tanto, já sobre os excessos cometidos em nome da alegria são muitos; uso exagerado de drogas lícitas e ilícitas, violência... Claro que isso não se aplica a todos, existe aqueles que vão realmente para se divertir, algumas mulheres acabam até encontrando o amor de sua vida. Será?

O rit do momento na música brasileira e claro nesse carnaval é a música Deu onda, composta e interpretada por Gabriel Soares conhecido no meio artístico como MC G15. Muitos homens andam por aí se declarado apaixonado através da música ( que saudade das serenatas, pena que não nasci nessa época). Pensando nisso resolvi esmiuçar a letra para mostra a você cara amiga leitora  que , se "deu onda", caia fora é furada.

A música possui duas versões a proibidão que toca nos bailes fank lançada em 22 de novembro de 2016, e que teve um sucesso estrondoso, mais por ter explicita conotação sexual e apologia as drogas e ao sexo criou-se e a versão comercializada para assim poder tocar nos diferentes veículos de comunicação, lançada em forma de vídeo clipe no dia 21 de dezembro. O que é fato é que as duas versões dizem a mesma coisa.

A letra a principio pode parecer uma obra prima poética com linguagem das ruas; Eu preciso te ter/Meu fechamento é você mozão. Realmente lindo, mais logo em seguida já se acende a luz amarela e temos um cara viciado em drogas que ver no sexo, disse sexo e não na mulher uma forma de abster-se dos vícios; Eu não preciso mais beber/ e nem fumar maconha/ que sua presença me deu onda/ o seu sorriso me deu onda/ você sentando mozão/ me deu onda. O ponto alto da música estar no refrão: Ai que vontade de te ter/ fazer o que / o pai te ama. Sabemos quem é o "pai" preestabelecido no contexto, sendo assim o cara disse que gosta de você, simples e básico, no entanto ele necessita de você porque o "pai" te ama. Resumindo não é sobre o amor que refere-se  a musica, é sobre sexo e drogas.
 
Foto reprodução/ fonte: Pixabay
Se nesse carnaval alguém vier com essa história de deu onda, caia fora, a não ser que você também queira curtir, aí então meu conselho é: PREVINA-SE USE CAMISINHA, não corra o riscos de contrair doenças sexualmente transmissíveis ou uma  gravidez indesejada. 
 Muitos brincam com essa história dos nove meses após o carnaval, mais o assunto é sério, para o homem nesses casos tem como seguir sua vida normal mesmo assumindo a responsabilidade ( o que nem sempre acontece). Para a mulher a situação é bem diferente, carregar uma barriga no momento inesperado transforma sua vida completamente, muitas não conseguem lhe dar com a situação e acabam colocando suas vidas em risco nos "açougues" humanos, algo  considerado crime no país e condenado pela igreja. Assim temos uma mulher desmoralizada como se o crescimento de sua barriga fosse símbolo de sua vergonha ou mulheres assassinas, que por trás destas na maioria dos casos tem um homem que não assume a paternidade e uma família que abandona.

Então nesse carnaval não vá na onda, brinque com responsabilidade. Sobre a música a usei apenas para chamar atenção, embora não concorde com a letra e acredite que a qualidade das músicas no Brasil só vem caindo, hoje, é esse estilo que vende. O menino Gabriel o G 15, só tem 18 anos começou aos 15, vem da periferia e canta sua realidade, embora seja condenado pelos moralistas de plantão, e "fuja aos bons valores", com o sucesso que vem fazendo o jovem transformou sua vida e de sua família formada por oito irmãos.

21 fevereiro 2017

CÂNCER, A BATALHA DE CAROLINA PELO BEM ESTAR DE SUA FAMÍLIA

Diagnosticada com câncer de mama, não preocupou-se com a forma como a doença poderia afeta-la, mas como poderia afetar as pessoas que ama. 

Carolina ao lado de sua filha/ Foto: Arquivo pessoal


Carolina Guedes, 47 anos, brasileira, pedagoga, moradora da ilha de Palma de Mallorca - Espanha; é casada e mãe  de uma menina de 15 anos. Por haver  caso de cancêr de mama em sua família, sabia que a probabilidade de  contrair a doença tornavam-se ainda maior.

Mesmo com todos os avanças tecnológicos na área da saúde, no caso do câncer de mama tocar-se faz toda diferença, o autoexame deve ser feito regularmente. Carol Desde os seus 35 anos, quando viu sua vó falecer aos 70, vitimada pela doença; começou a tomar medidas preventivas, fazia controle anual de mamografia e ecografia, mas, foi em uma autoexploração rotineira que descobriu dois nódulos que resultaram em tumores malignos.

Passamos quase cinco meses nos comunicando para conseguir obter de fato, as informações necessárias para esta postagem, os efeitos da quimioterapia a impossibilitavam de digitar. Mesmo com dormências nos dedos, dores no corpo e nas mãos, ela fez questão de responder as perguntas do nosso blog. Neste caso em especial, resolvi preservar as respostas, cada palavra são verdadeiras lições de vida, ela nos mostrar que o câncer, não deve ser encarado como o fim, mais como inicio de uma árdua batalha, como tantas outras que travamos ao longo da vida. Não é sobre o câncer, é sobre encarar a vida sem vitimar-se.

Como sentiu-se ao descobrir a doença, onde buscou forças para lhe dar com a situação?

  
Carolina : "Quando uma pessoa tenta levar uma vida o mais saudável possível e de repente é diagnosticada com a doença mais mortífera existente, a sensação é de que somos todos muito vulneráveis. Nunca senti que era minha culpa por estar doente, e sim, por circunstâncias da minha vida, meu metabolismo permitiu a mutação nos meus receptores."
A família é o maior pilar, ser mãe é uma grande responsabilidade e isso me levou a lutar pelo bem estar da minha filha também.

Qual  momento você julga mais difícil durante o tratamento?


Carolina: "Os momentos mais difíceis que vivi e sigo vivendo (porque depois de acabar a quimioterapia e a mastectomia a luta continua) são quando as medicações te impedem de exercer a função de mãe. Durante a quimioterapia, o teu sistema imunológico se debilita muito, principalmente os três dias seguintes, justamente nesse período a minha filha teve uma gripe muito forte e não pude cuidar dela embora já seja uma adolescente, quero sempre estar perto, cuidar. Acho que a impotência é o pior sentimento que uma pessoa pode ter, estando doente ou não."

O cabelo é visto como símbolo da feminilidade, a perda do mesmo pode afeta significativamente a autoestima da mulher, e esta é umas das consequências do tratamento. Você se preparou para isso, como você assimilou o fato?


Carolina: "Eu acho que a perda do cabelo e as náuseas são os sintomas mais conhecidos da quimioterapia verdade? Por isso é o primeiro sintoma que automaticamente se assimila. Eu assimilei bem,  minha saúde vem antes da minha aparência física

 

Percebo que você trata a doença de forma divertida, é muito bom ver suas redes sociais cheia de vivacidade. É motivante! Quando isso começou?

Carolina:"Comecei a escrever e publicar minhas fotos quando já havia passado um mês desde a minha primeira sessão de quimioterapia. Acompanhava uma página da AECC (associação espanhola de câncer de mama) busquei forças em pessoas que passavam pela mesma situação, e fui surpreendida com a força que surgiram de diferentes formas nesses momentos. É isto que te faz sentir mais viva. Compartilhar minhas experiências foi fundamental, tive ainda mais consciência de que não estava sozinha."
Carol diferentes estagios de sua recuperação/ Foto: Arquivo Pessoal

Como está seu tratamento hoje?

Carolina: "Depois da mastectomia com reconstrução e a extirpação dos ovários, hoje estou em tratamento de pílulas anti hormonais diário e uma injeção a cada 21 dias de um remédio que já tomava na quimio, um bloqueador dos sinais químicas que estimulam a multiplicação descontroladas das células. Os efeitos colaterais desses remédios são muito fortes que quase me deixam tão impossibilitada como quando fazia o tratamento de quimio e vou ter que estar 5 anos me medicando ainda."


O que mudou na sua vida, o antes e depois do câncer?

Carolina: "Sería mais fácil dizer, o que NÃO mudou na minha vida, porque praticamente tudo tomou uma nova forma e direção. Antes de ser diagnosticada, a minha vida tinha uma rotina de uma família pequena e simples, vivo em uma ilha, trabalho junto ao meu marido e temos somente uma filha. Como pode imaginar, costumávamos planejar muito as coisas, fazer muitos projetos e sempre pensando no trabalho e pouca dedicação para nós mesmos. Hoje isso mudou, tentamos viver mais o hoje e não deixamos os sonhos para amanhã."


O que você diria para as pessoas que passam pela mesma situação?


Carolina: "Que sigam o que indica seu coração, que se abram à essa nova experiência que embora seja muito cruel, nos ensina muitas coisas positivas e entre elas, a mais importante é que somos mais fortes do que imaginamos."
Carolina com a família,  um dia antes de ser diagnosticada com câncer.

Carol nos mostra que aceitar os fatos não é conformar-se mas sim procurar o melhor meio para encara-lo. Podemos passar o resto da vida nos vitimando, ou podemos ver em cada problema; um aprendizado e um meio de nos fazer ainda mais fortes. Até mesmo nos piores momentos podemos tirar algo positivo.

Carolina segue seu tratamento, vivendo um dia de cada vez, amando mais valorizando mais. Mesmo sentindo-se fraca em alguns momentos, sabe que é forte, e tenta passar para outras mulheres que elas também podem, e que é possível sentir-se bonita e saudável mesmo estando com câncer.
Acompanhe nossa MULHER ORGULHO no instagram (@carol_bcs)
   
 

02 fevereiro 2017

SOBRE O LIMITE DO LIMITE, FILME: A MULHER DO PASTOR

Um crime, uma cidade pequena, um júri e uma mulher submissa.


Tenho uma vida bem corrida, então no meu período de ócio, prefiro ficar em casa, preencho esse tempo entre outras coisas, lendo ou assistindo filmes. Devo admitir que assistir filmes é o que mais faço. Essa semana um em especial me surpreendeu. Uma obra cinematográfica na qual embora já tivesse ouvido algumas alusões a ela não chamou minha atenção. Bom, até ler a sinopse, que me fez parar e mergulhar nessa surpreendente história baseada em fatos reais.


O filme A mulher do pastor, foi lançado em novembro de 2011, porém não é muito conhecido pelo grande público; talvez por não ser uma superprodução e não contar com atores consagrados. Mas vale apena assistir e entender o caso que chocou uma pequena cidade no ano de 2006, para jovens estudantes de direito ou para quem atua na área é uma boa indicação para estudo das alegações usadas no caso
Verdadeira família Winkler Foto AP / Escritório de Investigações do Tennessee
 O filme de forma não linear conta a história do crime, a trama gira em torno de compreender os fatores que levaram uma mulher doce e gentil, exemplo de fé, mãe, esposa; assassinar seu esposo o pastor Matthew Winkler para os fiéis da Igreja de Cristo de Selmer, no Tennessee considerado um homem apaixonante.

RESUMO


Em uma noite o pastor não aparece para os estudos bíblicos, o que nunca havia acontecido, assim dois dos fiéis resolvem ir até a casa da família Winkler encontrando Matthew morto em um quarto com um ferimento de espingarda, esposa e filhas não são encontradas na casa. No dia seguinte Mary Winklermulher do pastor) é encontrada com as três filhas assumindo a autoria do crime.


foto reprodução

Mesmo tendo suas motivações a esposa nega-se a dizer algo que prejudique a imagem de homem perfeito construída pelo marido, até que seu advogado a convence a falar, caso contrário iria sofrer com uma longa condenação e perder a guarda das filhas.
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Diante do Júri Mary confessa os abusos sofridos. Por trás da imagem do bom pastor havia um homem violento, viciado em jogos, que não aceitava ser contrariado pela esposa.  

Na intimidade a forçava vestir-se como uma prostituta, e a assistir pornografia on-line para  reencenar, agia com tanta  brutalidade no sexo que chegava a rasgar a genital da mulher fazendo-a sangrar. Para justificar o ato ele afirmava  haver cirurgias para reparar o dano.
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Diante da situação e  na tentativa de conseguir atenção do marido para uma conversa para por um fim aos abusos pega a espigada tantas vezes apontada a ela e aponta para ele, para chamar sua atenção, não sendo  correspondida e nervosa acidentalmente atira no marido. Com base nas alegações, o júri considera Mary não culpada de assassinato, mas culpado de homicídio involuntário, passando pouco tempo na prisão. O filme termina com ela conseguindo a guarda das filhas e trabalhando em uma lanchonete.
   

CONCLUSÃO 

 

  O filme trás uma reflexão em torno de relacionamentos abusivos, e o discurso religioso que pode ser usado de forma errônea e opressora, sendo desvirtuado por alguns que limitam a liberdade e direitos de outros, não obstante tudo tem limite, para que assim possa-se preservar os dogmas sociais e religiosos no entanto temos que compreender até onde limita-lo, para que relações como a retratada no filme não termine em tragédia. 


Mesmo existindo parâmetros técnicos para se avaliar o que é bom ou ruim, o importante é se o filme é bom para você. No meu caso não gostei ao ponto de sentir vontade de assistir novamente, ele não envolve o telespectador, as tensões não são passadas, nas cenas não há ação adrenalina, o que se espera de uma cena de crime, segue o mesmo ritmo do inicio ao fim. Mas vale apena conferir essa impactante história.