16 dezembro 2016

ALANA OLIVEIRA, LINDA, FEMININA E TRILHEIRA

Aventurar-se em duas rodas por muio tempo foi uma atividade restritamente masculina, mas esta realidade vem mudando, cada vez mais mulheres estão aderindo este estilo de vida. 




O conceito de masculino e feminino estão enraizados, ambos os sexos sofrem pressões sociais por padrões comportamentais nos quais são definidos antes mesmo de nascer . A expectativa social é que cada um cumpra com seu papel sem falhas sem desvios, o que foge a isso é considerado fora da natureza humana, ou que a criança tem tendências homoxessuais.


Alana Oliveira confrontou-se com esta situação, quando criança não gostava de boneca e de brincar de casinha como as outras meninas, gostava de coisas nos quais julgam ser especificamente de meninos , sua mãe afirma que ela deveria ter nascido “macho”, ela contrapõe-se afirmando que sempre teve o espirito aventureiro e livre .






Aos 27 anos formada em psicologia, mãe de uma menina de 5 anos, trabalhando como coordenadora de atenção básica no município de Ibitiara - Bahia, onde vive. Alana ainda mantém sua essência , respaldada em sua paixão por motos onde aprendeu a pilotar aos 11 anos, contrapondo-se a mãe que temia pela segurança da filha, ousada como sempre foi, sempre dava um jeito de pilotar as motos dos primos.






Ganhou sua primeira moto aos 18 anos, uma fan 150, que virou seu meio de transporte. Inquieta como é, queria mais; mais adrenalina, mais aventura. Assim trocou de moto, especificamente uma Bros 160, e começou a fazer trilha, na época um ambiente masculino em sua maioria, o que não intimidou a aventureira que sente-se liberta na atividade . No inicio usava uma moto preta, feminidade poderia demostrar fraqueza. Com o tempo ela percebeu que gostar de aventura e ser ousada não a desqualifica quanto mulher, pelo contrario, assim trocou a moto preta por uma rosa.


Atualmente pratica com outras mulheres, amigas, e conhecidas de cidades diferentes que mantém contato através de grupo no aplicativo whats app, onde combinam os roteiros e locais de encontro.



Alana Oliveira descobriu - se através das paisagens, da velocidade e das pessoas que conhece, "Gosto de sair com as minhas amigas de moto, fazer trilha, tirar fotos em ambientes com serra, montanhas, rios. Me faz muito bem !". Afirma a aventureira.




A história da jovem respalda o fato que não tem essa de sexo frágil, a fragilidade está na sociedade que delimita papéis. Alana é linda, feminina e trilheira, cada vez mais mulheres estão saindo das garupas e assumindo o controle da moto, o controle da vida.








Alana obrigada por fazer parte do nosso blog, fiquei na vontade de ir à Bahia fazer trilha com você.



Fotos: Alana Oliveira/ Arquivo pessoal