16 outubro 2016

NÃO É SUPREMACIA, É ORGULHO EM SER QUEM SOMOS.

Falar sobre opressão feminina e o ser mulher, não  é vitimação, é orgulho de ser quem somos. 

Foto: Hyago Kayann

 Independente de gênero , raça, opção sexual, classe social... Todos sem exceção, somos oprimidos, seja pelo poder publico ou por mazelas que envolvem as relações interpessoais com preceitos, dogmas e padrões que embora muitas vezes não concordamos , acabamos acatando para que não sejamos   tratados de forma excludente. Na maioria do tempo não somos nós mesmo, somos aquilo que esperam ou determinam que sejamos.
Protesto a favor do movimento LGBT,
em frente ao congresso./foto: Reprodução



Homossexual


Um homossexual, não pode viver sua homossexualidade, e quando assume-se deve-se fazer de forma discreta, pois um relacionamento homoafetivo é considerado uma ofensa a sociedade uma anomalia, causando repulsa em muitas pessoas ou até mesmo no homem ou mulher que tenha tendências homossexuais, o que causa a  negação de si, por medo da interiorização extrema, que vem através de palavras ou até mesmo de violência advinda do ódio gratuito de uns poucos que julgam uma ofensivo  duas pessoas do mesmo sexo terem relações sexuais, mais agredir psicologicamente e fisicamente um outro que nada tem feito diretamente a ele, não ser ofensa. O ódio as diferenças, oprime a liberdade do outro.

Oferendas no culto a Iemanjá / Foto: Reprodução




Religiões afro brasileiras


Um afro brasileiro não pode viver sua religião, por preconceito inserido em um contexto de racismo. Assim temos um duplo estigma a ser enfrentado; a intolerância religiosa e o preconceito racial. Religiões como candomblé e a umbanda, ( cito-as por serem as quais conheço, embora saiba que existem varias outras que  também sofrem constantes ataque),  Estas existem as escuras, pois suas existências é vista como uma ofensa ao o "Deus dos brancos".  

Foto: Hyago Kayann

Homem


O homem tem a obrigação de ser "macho", qual quer pensamento ou atitude que distancie - se dessa expectativa pode-se levar ao questionamento de sua sexualidade, o que afeta suas relações sociais.

Esse esteriótipo faz com que muitas vezes eles reprimam atitudes de afeto, apreço a arte e tantas outras que julgam pertencer ao universo restritamente feminino  . O que muitos chamam e condenam de machismo é apenas resultado de uma pressão social. 

Por que mulher orgulho? 


Esses são apenas uns de vários outros exemplos de opressões existentes, nos quais não sou indiferente compartilho e sensibilizo-me . Poderia falar sobre elas? sim poderia. poderia falar sobre a vida do homem os desafios o orgulho masculino...

Sim, poderia, mas não seria fidedigno a realidade por não ser o meio no qual estou inserida, seria apenas uma alusão daquilo que observo leio ou imagino ser. 

Defender o orgulho feminino, falar sobre a opressão da cultural patriarcal, desigualdade de direitos entre homens e mulheres, a liberdade de ser mulher... Não significa necessariamente uma relação de oprimido e opressor,  ou propagar superioridade de algum modo.

Falo sobre mulher, pois sou uma mulher! Falo do universo a qual pertenço, a intenção é fazer  que outras mulheres sinta-se motivadas a perceber-se, valoriza-se, sentir-se bem e bonita, fujam do papel de fracas submissas e passivas,  implantados ao logo da história, fujam de padrões que nos recriminam, e ferem significativamente nossa autoestima. 

Que a todo momento possamos ser capazes de perceber que o belo vai muito além de como nos veem, mas como nos sentimos. Que podemos ser o que almejamos, ousar e seguir em frente, seguras para viver nossa feminilidade, sendo agentes de nossa própria história, tendo como exemplo várias outras mulheres que ousaram e buscaram. Ser realmente uma mulher com orgulho.