05 setembro 2016

DIFERENTES TONS DE NEGRAS, DIFERENTES TONS DE PRECONCEITO

Foto:Arquivo Pessoal
  



Foto:Arquivo Pessoal

A historia da mulher é marcada por exclusão, por conta de estereótipos e de valores enraizados. Quando se trata da mulher negra a situação é ainda mais alarmante, o espaço reservado a elas ainda é  inferior, além de ser inferiorizada por gênero ainda tem o preconceito étnico.


Foto:Arquivo Pessoal

Somos uma nação miscigenada, de maioria negra, racismo parece contraditória, no entanto a cultura do - “você vale de acordo com o tom de sua pele”; é enraizada em nossa sociedade. Vale lembrar que não existe raça ou gênero melhor que o outro, todos são dotados de inúmeras capacidades, o que vai definir suas conquistas, são as oportunidades. No caso da mulher negra  estas são bem menores, o percentual de politicas publicas de garantia de direito é baixo, em contra partida o de violência, muitas das vezes de caráter racista, é crescente.


O Mapa da violência 2015 reforça esta afirmação onde mostra que a taxa de assassinatos de mulheres negras aumentou 54% em dez anos, passando de 1.864, em 2003, para 2.875, em 2013. Chama atenção que no mesmo período o número de homicídios de mulheres brancas tenha diminuído 9,8%, caindo de 1.747, em 2003, para 1.576, em 2013.

Foto:Arquivo Pessoal

       
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 Além de todos esses números alarmantes,  temos o racismo camuflado, no qual representa uma luta diária, o preconceito e a discriminação, no qual variam de acordo com a tonalidade da pele,( Quantos tons de negra você é) o nível do seu cabelo, seus traços... Enfim, cada qual sofre preconceitos de acordo com suas características. Quanto mais escura a pele, maior os desafios, que começa com o ato de aceitar-se, em uma sociedade onde não se tem representatividade, e tudo que é relacionado a negro é colocado negativamente  . 



Foto:Arquivo Pessoal
Foto:Arquivo Pessoal
Diferentes tons de negras, diferentes belezas, cada uma carrega o fardo e os desafios em ser quem é, e sente a necessidade de auto afirma-se todos os dias, afim de vencer toda  e qualquer forma de preconceito.
Foto: Aquivo pessoal
Atitudes racistas podem ser inconscientes, mas quem sofre tem consciência do desconforto, que as palavras trazem. Falar sobre racismos não é vitimação, é apenas uma forma de exigir repeito, uma mulher branca, não é lembrada o tempo todo de sua cor, já a mulher negra, sempre tem como referência a sua. A questão não é o tão quanto negra uma pessoa é, mais na liberdade de ser quem é. Independente da tonalidade da pele, todos merecem respeito.

Foto: Arquivo pessoal