04 agosto 2016

RELAÇÃO LITERATURA FEMININA E FEMINISMO

  

Muitas conquistas tais como direito ao voto, estudar, escolher profissão ter espaço na politica e ocupar cargos que eram exclusivos a homens, estão relacionadas ao movimento feminista.Embora o feminismo, movimento filosófico social e politico assim conhecido, perde o seu valor semântico, visto hoje, como uma oposição ao que é feminino.


A história do feminismo representa um longo processo de luta por emancipação feminina representada por movimentos que com suas utopias por libertação à submissão ao lar; movimentou a sociedade em diferentes épocas na busca por uma relação mais justa e igualitária entre homens e mulheres. Teve inicio no século XIX. Este século marca o idealismo imperialista. Para as classes trabalhadoras, mulheres e colonos representou o período sombrio, o que desencadeou assim como o feminismo, constituído em grande parte por mulheres burguesas, diversos outros movimentos como o socialismo e o movimento sufragista.


Nesse período mulheres envolvidas em ações politicas, revoltas e guerras não eram vistas com bons olhos. As interpretações literárias das ações das mulheres armadas, em geral, denunciavam a incapacidade feminina para a luta, física e mental, o que ressalta a submissão da mulher em relação ao homem. A partir da aquisição da leitura as mulheres começam a conquistar espaço.


Foto: Acervo pessoal

Embora abnegado por escritoras que não se julgam feministas, o feminismo possui uma estreita relação com o Romantismo, que teve início na Alemanha e Inglaterra no século XVIII, ganhando força no século XIX. Um século antes, alguém que soubesse ler, lia nas tabernas e fábricas. Mas, no século do romance, período no qual a Europa ocidental passava por profundas transformações nos aspectos econômico e social, consequências que afetaram o mundo todo, o publico leitor também mudava, assim a mulher começa a ganhar espaço no meio literário.


[...] foi a partir dessa época que um grande número de mulheres começou a escrever e publicar, tanto na Europa quanto nas Américas. Tiveram primeiro que acender a palavra escrita, difícil numa época em que se valorizava a erudição, mas lhes era negada a educação superior, ou mesmo qualquer educação a não ser as das prendas domésticas; tiveram de ler sobre o que elas se escreveu, tanto nos romances quanto nos livros de moral, etiqueta ou catecismo.[...] (Del Priore ; Bassanezi-2007, p.403)


Através de lutas por um direito básico de ler e escrever, o público leitor dominado por homens se expande com o acesso da mulher burguesa a leitura, movidas pelo nacionalismo e idealismo do movimento romântico, que retrata a realidade e a individualidade em diferentes momentos históricos. Sendo este responsável por difundi a prosa na vida domestica, fato este que desencadeou o surgimento e reconhecimento da literatura de autoria feminina.

Referência:
Telles, L. F. (2000). Mulheres, mulheres. Em del Priore, M. (Org.). Historia das mulheres no Brasil 9. ed. São Paulo: Contexto, 2007