27 agosto 2016

BELAS E FORMOSAS, O PESO DOS ESTERIÓTIPOS FEMININOS



     
O sexo feminino vem ganhando espaço em diferentes esferas da sociedade, assumindo cargos de autoescalão em diferentes profissões, mas o poder feminino ainda esta relacionado a sua beleza, o que ainda se valoriza não é o seu talento inteligência ou até mesmo o quanto ela pode ser relevante ao funcionamento de uma empresa, mais sim o quanto ela é bela e formosa. Estes representam um dos maiores estereótipos da mulher, se você não se encaixa nesses padrões você tem um problema, e se você se encaixa tens outros tipos de problemas. 




 Todas nós sofremos as consequências dessas imposições, tanto as que se enquadram como as que não. Quando a mulher é bonita ao ver social, ela sofre para manter-se bonito e com o julgamento quanto ao seu crescimento profissional; com afirmações que dizem ser mérito de sua beleza. As “feias” ou “menos bonitas ”, seja como for que você prefira chamar - estão condicionadas aos bastidores da vida, na escola nunca vão ser destaque em desfiles, não vão ser personagens principais nas apresentações, na igreja não vão representar Maria nas peças teatrais, nas empresas em sua maioria são as que fazem os serviços internos sem contato direto com o publico... E tantos outros exemplos.


     
Sempre seremos frustradas com nossa imagem, pois refletem significativamente em nossa vida social. A mídia capitalista impõe padrões de beleza através de belas atrizes, modelos... e tantas outras mulheres  que não nos representam, e nem a elas mesmas, pois não iludam –se acreditando que elas vivem o tempo todo com o cabelo perfeito maquiagem bem feita, e todos os atributos que são usados para nos transmitir perfeição, estas são como nós no dia a dia, cheias de "imperfeiçoes" que acorda descabelada, e frustrada com alguns culotes teimosos. 



 Ser bela e formosa, embora não pareça representa mais um conflito consigo mesma. Eu como tantas outras vivo essa montanha russa, tem dias que acordo( para não se dizer todos os dias ) sentindo – me a feia das feias .

 De fato o que devemos fazer é procurar a beleza que existe em cada uma de nós aceita-se, não permitir-se levar por esteriótipos opressores,   se for para mudar, se a mudança for para sentir-se bem e melhor, sem excesso, respeitando nosso corpo e nossos limites, que mudemos, o importante é sentir-se bem. 


     Fotos que ilustram esta postagem, foram cedidas pelas lindas mulheres, mais uma vez meu muito obrigada. 






26 agosto 2016

ELA É ...


Auridiane Carvalho - Foto: Hyago Kayann

Por Maiza Silva


Menina/Mulher dos lábios risonhos
E que esconde no peito mil amores,
Sua alma é um jardim florido de sonhos,
É ainda... uma mistura alucinante, um
festejo de sabores.

Ela carrega no peito também dores,
Mas acredita no brilho do sorriso ardente
E se põe a dançar ao batuque dos
Tambores.
Para ela, isso diminui a dor do amor
ausente.

Mesmo triste é encantada pela vida.
E como o arco-íris, faz sua vida colorida,
E no rosto, um sorriso aberto feito o mar!
E diante do mar...  Ela descobre,
Que para A(mar) é só de novo mergulhar.

E então recomeçar!
E trocar a pálida tristeza,
Pelo riso de tão exuberante beleza.
O amor é mergulhar! Na imensidão do
Mar de A(mar)
E fazer isso, quantas vezes for preciso.

Maiza Santos- Foto: Hyago kayann


 Maiza Santos Silva é uma jovem e linda mulher, estudante de letras, e poetisa nas horas vagas, que possui uma sensibilidade muito peculiar na sua escrita. Senti-me honrada pela homenagem, o poema é dedicado a mim, mas representa tantas outras mulheres que assim como eu -  acreditam na leveza da vida.   

21 agosto 2016

RESPEITE MEU CABELO, RESPEITE MINHAS ESCOLHAS.





Alisar o cabelo por muito tempo foi visto como uma obrigação, andar com cabelo solto em especial se o seu cabelo for crespo era quase uma ofensa para a sociedade, as meninas de cabelo crespos e volumosos sempre o usavam amarrado com tranças ou eram alisados precocemente, muitas se tornaram mulheres que nem sabem como realmente é o seu cabelo. Isso se deu por conta de imposições sociais e midiáticas, onde as modelos possuem cabelos lisos ou com cachos bem definidos. Porém esse quadro vem mudando.
Nos últimos anos um grande movimento de aceitação do cabelo natural vem ganhando espaço, cada vez mais mulheres, na sua maioria negras, entram na onda seja para levantar a bandeira contra imposições julgadas racistas, como forma de liberdade, ou pelo simples desejo de mudar. Cada uma com diferentes motivações passaram pela transição, um processo lento que requer cuidados e sacrifícios, mas que muitas resolveram encarar deixando expostos suas formas curvas e volumes. No entanto sem se darem conta estabeleceram um novo padrão, e inverteram a situação, onde quem mantém o cabelo liso é julgada de forma preconceituosa. 
Exposição sobre o papel do cabelo afro no empoderamento da mulher negra (Foto: Sophia Costa) 

O Feminismo negro representa o principal precursor desse movimento, onde se afirma que a negra deve assumir sua negritude, para elas o empoderamento tem um significado coletivo. O que para mim contradiz o que acredito por empoderar-se, algo que julgo ser tomar poder sobre si. A partir do momento que um grupo diz o que eu devo fazer, ou sou criticada por não seguir o que se prega, me sinto privada da minha liberdade de decisão. Estamos saindo da ditadura do liso para entrar em outras prisões.




Considero-me negra tenho traços negros, meu cabelo é volumoso e tenho consciência da minha condição, já usei meu cabelo de muitas formas, curto, longo, com volume ao natural com as ondas a mostra, liso através de procedimentos químicos escova chapinha, ele já foi preto vermelho e agora está liso curto e loiro. Em cada uma dessas mudanças recebi criticas e mesmo assim manteve até o dia que casei e decidi mudar. Isso que é divertido poder mudar sempre, sentir-se nova em cada mudança.

Sou muito criticada atualmente por não aderir o movimento, com afirmações que estou negando minha identidade, em cada critica que recebo dou-me conta do quanto empoderada sou, pois tenho consciência que a liberdade não está em ter o cabelo natural, a liberdade está em ter o cabelo que quiser e quando quiser, fazer escolhas sem imposição da sociedade.

Somos muito mais que um cabelo, o nosso caráter o que acreditamos vai muito além de como usamos o cabelo. Se desejar fazer a transição capilar, deixar a raiz tantas vezes abnegada sair e ganhar forma, se você possui cachos nos quais lhe dar volume, se você tem cabelos crespos que só cresce para cima e nem cachos forma, se você quer pintar alisar raspar, se isso lhe faz sentir-se bem e bonita, tudo bem!
Não sejamos extremistas, se a mulher decide continuar alisando o cabelo por que isso lhe faz bem e lhe deixa confortável, ou ela ainda não se considera pronta para fazer a transição, é uma decisão que só diz respeito a ela, e merece ser respeitada, não somos obrigadas a mudar por uma pressão social. Sou defensora da liberdade, liberdade de ousar de mudar de ser quem queremos ser, sem imposições.

19 agosto 2016

VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER, LUTA POR GARANTIA DE VIDA E DIGNIDADE




O artigo 5º da constituição federal afirma que todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza. Porém nas relações interpessoais a desigualdade se faz evidente, assim se faz necessário igualar os direitos, dando atenção especial aos fragilizados socialmente. A diferença de gênero é um exemplo dessa necessidade. 


A violência contra a mulher é um fato tão antigo que se confunde com a história da humanidade, o homem sente-se no direito de agredir uma mulher por julga-la inferior, sendo no ambiente doméstico onde ocorre a maioria dos casos . Com base nesse fato há exatos dez anos, com o intuído de inibir este tipo de violência, é criado a lei 11340/06, conhecida como Lei Maria da Penha.

A aplicação da lei trouxe a discussão acerca da violência contra a mulher, violência esta que possui um ciclo vicioso que em alguns casos culmina de forma trágica - o assassinado da mulher. Nestes casos a lei limita-se, pois não estabelece punição ao homicídio.

Com intuído de torna a Lei Maria da Penha mais rígida, no dia 09/03/2015, a presidente Dilma Rousseff, sancionou a Lei 13104/2015, que ficou conhecida como lei do Feminicídio, definindo quais são as novas punições para quem assassinar uma mulher.

Caracteriza-se Feminicídio a morte causada por questões de gênero, a morte de uma mulher em razão de seu sexo. Esse tipo de crime começa a ser tratado com maior rigor sendo enquadrado como crime hediondo, possuindo uma pena maior que o homicídio simples que tem 6 a 20 anos de reclusão, nesses casos pode variar de 12 a 30 anos, podendo ser ainda maior em situações em quer a vitima for gestante ou três meses após o parto, for menina menor de 14 anos, ou idosa maior de 60, ou mulher deficiente.


Foto: Acervo pessoal

Muito ainda precisa ser feito, algumas mulheres estão em situação de maior vulnerabilidade que outras. A exemplo mulheres negras que sofrem mais violência do que branca, os desafios dessas mulheres são maiores a lei é ainda mais lenta para elas, um olhar especial deve ser dado a esses casos. A aplicação da lei não significa necessariamente a garantia de direito, ou redução do numero de assassinatos de mulheres, mas representa a busca de igualdade de direitos, e chama atenção ao combate a violência contra a mulher. Lei não é garantia de vida e dignidade, mas é o meio para combater a privação desses direitos. 



Acesse o link e conheça a lei: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/lei/L13104.htm
Referências:


Mesa da Câmara dos deputados  - Legislação da mulher – 7ª edição –55ª Legislatura / 2015 - 2019 

        Mesa da Câmera dos deputados – Constituição da República federal do Brasil – 49ª Edição 2016 - 55ª Legislatura / 2015 - 2019 








16 agosto 2016

NASCEMOS JÁ SENTENCIADAS


Somos julgadas por nossas roupas, modo de portar – se, pela cor do batom. Se queremos ser vistas com respeito somos obrigadas a esconder o máximo possível nossas curvas, gestos como sentar, falar devem ser dosados para não parecer vulgar, de modo geral temos que esconder nossa feminilidade, como se fosse um desrespeito a sociedade, julgamento este que não é feito só por homens, na maioria dos casos é feito pelas próprias mulheres. Esses estigmas nos limitam e nos aprisionam.

   



Já nascemos culpadas, somos criadas para ter vergonha, não se expor demais, se preservar de todas as maneiras. Falar de sexo é um tabu, e quando falamos somos tratadas como vulgar. Aos homens desde pequenos são ensinados a mostrar sua virilidade, falar de sexo é quase uma necessidade.


O casamento é visto como uma obrigação, não como uma opção, em nossa sociedade a mulher de certa idade que ainda não se casou enxerga-se como uma fracassada. Já o homem, se permanece solteiro, é porque não teve tempo de fazer sua escolha.



Sabemos que os homens também sofrem vários preconceitos e opressão, são obrigados a sempre dar comprovação de masculinidade, sofrem por ser negros, pobres, mas com tudo isso eles ainda tem o “privilégio” de ser homem. A mulher já nasce sentenciada pelo simples fato de ser mulher.




Um obrigada especial as mulheres lindas que cederam suas fotos para embelezar ainda  mais nosso blog.

15 agosto 2016

MULHER E LITERATURA


 

foto: acervo pessoal
Não há como negar que mesmo não possuindo a chance de escrever, as mulheres sempre ocuparam lugar de destaque na literatura. Eram sempre representadas como personagens, muitas vezes protagonistas, dos livros de autoria masculina, não possuíam voz própria, eram representadas pela voz do homem. Temos vários exemplos como: Capitu, de Machado de Assis em Dom Casmurro; A Moreninha, de Joaquim Manuel Macedo, Iracema, Senhora, Lucíola, todas de José de Alencar, entre varias outras. Um fato até meio intrigante, pois se trata que o discurso feito pelo outro é sempre uma versão, nunca consegue representar na totalidade e com fidelidade; e ainda, é feito com determinados objetivos.

 Muitos autores sempre buscaram representar a realidade, a sociedade contexto histórico e marcas culturais em que estão inseridos, fato este que sempre afeta o modo como o discurso é produzido por isso, costumamos ver a representação da mulher na literatura, como personagens realizadas de acordo com estereótipos culturais da época, com diferentes facetas -  a mulher casada recatada ou a prostituta, a mulher sedutora, perigosa e imoral, mulher como megera, mulher indefesa e incapaz, o da mulher como anjo capaz de sacrificar por outros...


A literatura de autoria feminina teve o papel de desestabilizar a representação da mulher na literatura canônica, que não condizia com a grande variedade de identidades femininas existentes. Então a crítica feminista cresce. Havendo uma reestruturação da própria identidade feminina que era representada na literatura, libertando as mulheres do modelo tradicional, que foi por tanto tempo divulgado, imposto pelo sistema patriarcal.
Clarice Lispector

No andar em que o movimento feminista foi avançando e se firmando, a literatura de autoria feminina sofreu alterações, teve de passar por estereótipos machistas até a situação de real questionamento acerca dessa condição da mulher, fase esta que Clarice Lispector se fez presente com varias publicações, mais também outras autoras como Lygia Fagundes Telles, com representações de personagens femininas, que eram dona de casa mais que passavam por um momento de reflexão, questionando sua condição na sociedade, no casamento e dentro do lar, aonde temos um momento muito importante para a literatura feminina, um momento de percepção acerca da condição de submissão da mulher ao homem.


O surgimento da mulher na literatura como autora, representa a ruptura da escrava domestica.  A escrita feminina trás a busca de uma identidade própria, promovendo a ruptura da imagem degradante  imposta pela sociedade, reafirmando  a consciência do eu da autora por meio de personagens, narrador ou persona, o uso das palavras para falar por si. É a mulher a partir da perspectiva da própria mulher a sociedade vista através do olhar feminino, o que não se difere completamente da escrita masculina, mas representa conquista e evolução do papel da mulher no meio social.

Referência:

Telles, L. F. (2000). Mulheres, mulheres. Em del Priore, M. (Org.). Historia das mulheres no Brasil 9. ed. São Paulo: Contexto, 2007

09 agosto 2016

DESIGUALDADE DE GÊNERO E 54 ANOS DO ESTATUTO DA MULHER CASADA


Educada para servir, limitada ao lar e as prendas domesticas, com poucas garantias de direitos, sem voz, sem autonomia... Por muito tempo a mulher foi vista como objeto de posse. Do pai quando jovem, do marido quando casada; sempre estabelecendo relação de dependência ao homem. Muitas décadas se passaram até que alcançasse sua emancipação. 

No Brasil, isso só foi possível somente em 1962 com o advento do Estatuto da Mulher Casada, um marco na luta por direitos femininos. Este dispõe sobre a situação jurídica da mulher casada, que entre as garantias de direito, dar a liberdade a mulher trabalhar sem precisar de autorização do marido e em caso de separação pode requerer a guarda dos filhos. Neste mês a lei completa 54, e muita gente nem sabe que exista.

Embora as leis vigentes representem grandes conquistas na luta feminina, em especial da mulher casada, na pratica há uma relação de inferioridade da esposa em relação ao marido, mesmo trabalhando fora, e em alguns casos ganhe mais que o cônjuge, sendo provedora do lar, ainda assim ela vai está sempre fadada a ser responsável pela a casa e os filhos. É como se a sociedade considerasse que estas funções pertencem as mulheres como uma questão biológica.

Muitos homens afirmam que não trocam fraudas, lavam louças, ou qualquer outro atividade doméstica, por não saber ou não ter “ jeito para a coisa”. No entanto também não nascemos sabendo fazer tudo isso, aprendemos por que de certo modo; a sociedade diz que devemos aprender. As próprias mulheres criam seus filhos com essa mentalidade, as meninas vão ajudar as mães nos afazeres domésticos os meninos, não participam da atividade por serem homens.

Mesmo com as conquistas constitucionais que dispõem sobre o principio da igualdade, a desigualdade de gênero não foi eliminada. O estatuto da mulher casada foi criado em 1962, mas desde 1824 Constituições brasileiras, dispõem sobre o princípio da igualdade.

Emenda Constitucional n 1, de 1969 (art. 153, § 1): Todos são iguais perante a lei, sem distinção de sexo, raça, trabalho, credo religioso e convicções políticas. Será punido pela lei o preconceito de raça.


Mesmo com a clareza da lei na garantia de direitos e igualdade, a mulher ainda é vista com inferioridade em todos os âmbitos, no casamento não se faz diferente. Embora casar-se significa renunciar muitas coisas, sempre vai ser a mulher que vai renunciar mais. Sair do fechamento das prendas doméstico não significou igualdade, o estatuto e as leis não significam garantia de direito. A cultura da bela recatada e do lar, ainda vive, e pesa no julgamento da mulher.



Referências:

Mesa da Câmara dos deputados 55ª - Legislação da mulher – 7ª edição –Legislatura / 2015 - 2019



Acesse o link e conheça o estatuto: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/1950-1969/L4121.htm;/

05 agosto 2016

A INFLUÊNCIA DA TESTOSTERONA NA RELAÇÃO DE PODER ENTRE HOMEM E MULHER


      Homens e mulheres são diferentes. Temos hormônios em quantidades diferentes, órgãos sexuais diferentes e atributos biológicos diferentes - as mulheres podem ter filhos, os homens não. Os homens tem mais testosterona, sendo este principal hormônio ligado ao ganho de massa muscular, o que esta relacionado a força. Segundo o site testosterona.me nos homens, os níveis variam entre 240-950 ng/dL; já nas mulheres, o nível fica entre 8 à 60ng/dL, assim em geral eles são fisicamente mais fortes do que as mulheres. No contexto histórico de liderança, a força física era o atributo mais importante para a sobrevivência; quanto mais forte a pessoa mais chance ela tinha de liderar, dai parte o mito da inferioridade feminina.


        Existem mais mulheres do que homens no mundo mais no geral os cargos de poder e prestigio são ocupados por homens. Ironicamente muitos relacionam o poder da mulher ao sexo, sendo ela capaz de destruir um homem, vendo-a apenas como objeto de sedução, a literatura de forma geral reforça muito essa imagem. Mas na verdade o sexo como forma de poder, é só uma forma de usar o poder do outro.


       A hegemonia masculina sempre se fez presente, a exemplo o casamento onde há uma linguagem de posse, não de parceria. Pensamos na palavra “respeito” como um sentimento que a mulher deve ao homem, mas raramente o inverso. A mulher cabe a função de cuidar da casa e dos filhos, mesmo que trabalhe fora de casa na mesma função que o marido e mesma carga horaria, no lar cabe a ela cumprir as obrigações domesticas, quando o homem ajuda, na maioria dos casos, é visto como um favor, no qual a mulher deve ser grata.


       O termo “sexo frágil” muito usado para definir a mulher só reforça a ideia de inferioridade feminina, como se houvesse essa relação de dependência do “sexo forte” no caso o homem. Mesmo tendo o nível de testosterona abaixo as mulheres ao longo da história conseguiram provar, que são capazes de ocupar cargos em diferentes áreas ser lideres e donas de sua própria história, e que talento vai muito além da força física .

04 agosto 2016

RELAÇÃO LITERATURA FEMININA E FEMINISMO

  

Muitas conquistas tais como direito ao voto, estudar, escolher profissão ter espaço na politica e ocupar cargos que eram exclusivos a homens, estão relacionadas ao movimento feminista.Embora o feminismo, movimento filosófico social e politico assim conhecido, perde o seu valor semântico, visto hoje, como uma oposição ao que é feminino.


A história do feminismo representa um longo processo de luta por emancipação feminina representada por movimentos que com suas utopias por libertação à submissão ao lar; movimentou a sociedade em diferentes épocas na busca por uma relação mais justa e igualitária entre homens e mulheres. Teve inicio no século XIX. Este século marca o idealismo imperialista. Para as classes trabalhadoras, mulheres e colonos representou o período sombrio, o que desencadeou assim como o feminismo, constituído em grande parte por mulheres burguesas, diversos outros movimentos como o socialismo e o movimento sufragista.


Nesse período mulheres envolvidas em ações politicas, revoltas e guerras não eram vistas com bons olhos. As interpretações literárias das ações das mulheres armadas, em geral, denunciavam a incapacidade feminina para a luta, física e mental, o que ressalta a submissão da mulher em relação ao homem. A partir da aquisição da leitura as mulheres começam a conquistar espaço.


Foto: Acervo pessoal

Embora abnegado por escritoras que não se julgam feministas, o feminismo possui uma estreita relação com o Romantismo, que teve início na Alemanha e Inglaterra no século XVIII, ganhando força no século XIX. Um século antes, alguém que soubesse ler, lia nas tabernas e fábricas. Mas, no século do romance, período no qual a Europa ocidental passava por profundas transformações nos aspectos econômico e social, consequências que afetaram o mundo todo, o publico leitor também mudava, assim a mulher começa a ganhar espaço no meio literário.


[...] foi a partir dessa época que um grande número de mulheres começou a escrever e publicar, tanto na Europa quanto nas Américas. Tiveram primeiro que acender a palavra escrita, difícil numa época em que se valorizava a erudição, mas lhes era negada a educação superior, ou mesmo qualquer educação a não ser as das prendas domésticas; tiveram de ler sobre o que elas se escreveu, tanto nos romances quanto nos livros de moral, etiqueta ou catecismo.[...] (Del Priore ; Bassanezi-2007, p.403)


Através de lutas por um direito básico de ler e escrever, o público leitor dominado por homens se expande com o acesso da mulher burguesa a leitura, movidas pelo nacionalismo e idealismo do movimento romântico, que retrata a realidade e a individualidade em diferentes momentos históricos. Sendo este responsável por difundi a prosa na vida domestica, fato este que desencadeou o surgimento e reconhecimento da literatura de autoria feminina.

Referência:
Telles, L. F. (2000). Mulheres, mulheres. Em del Priore, M. (Org.). Historia das mulheres no Brasil 9. ed. São Paulo: Contexto, 2007