25 dezembro 2016

ALICE AGUERRIDA, EMPODERAMENTO ATRAVÉS DA CONSCIÊNTIZAÇÃO

Alice encontrou na situação de oprimida um meio para lutar contra a opressão.


O preconceito é tão presente no dia a dia que passa despercebido. Bom; para quem pratica, pois para quem sofre, seja por opção sexual, religião, cor... Enfim, é palpável. Todos nós temos dificuldades para reconhecer-se, autoafirmar-se, este é um processo continuo que oscila em diferentes momentos da vida, sendo mais intensos na adolescência e juventude. 

Uma jovem ser julgada diferente, diminuída, ridicularizada, "dar de cara com a intolerância," sendo vitimas de insultos excludentes, que afirmam que sua cor é ruim, seu cabelo é ruim, afeta significamento sua existência. Alice Alves, 18 anos, da cidade de Santa Inês no estado do Maranhão, sofreu com a degradante situação social ao que refere-se a discriminação. No banheiro da instituição federal, na qual estudava, viu-se exposta de forma, podemos assim dizer menosprezante, que iniciou com insultos ao seu cabelo , tomando dimensões ainda maiores. 

Alice pensou em descobrir quem eram os opressores, para poder acabar assim com a opressão. Ela é linda, delicada, sorriso encantador, parece uma princesa, é difícil entender que tenha passado por constrangedora situação. O que motiva e impulsiona pessoas a tomarem tal iniciativa? A resposta é simples crescemos ouvindo que princesas são brancas como a neve lábios rosados, que o preto é ruim, que o belo e o delicado refere-se a pessoas de pele branca, e tantos outros esteriótipos. 

 Não podemos simplesmente condenar pessoas que na verdade possuem convicções forjadas pela sociedade, o que devemos fazer é de algum modo mostrar que os conceitos são limitados, não condizem com a realidade. A estudante  sabia que eram apenas jovens assim como ela, que o problema tem dimensões maiores, é social, e que mesmo se medidas punitivas julgadas justas fossem tomadas com estes, sempre existirá outros, e tantas outras "Alices" assim como ela passam ou já passaram por esta situação.

Pautada neste argumento resolveu responder de uma forma diferente. Não indo em busca de punição mas sim de conscientização, tando de quem sofre como de quem pratica. Assumiu o seu cabelo natural BC, fez um poema colou-o nos murais, e com ajuda de professores, assistentes sociais e a psicóloga do campus criou uma campanha de combate ao racismo, intitulada: VALORIZAÇÃO DA BELEZA NEGRA. Com a ajuda de uma amiga, que tornou-se parceira do projeto, no qual ela diz ser muito grata, pois esta fotografou 31 pessoas negras sem cobrar nada, montaram uma exposição fotográfica voltada para o  projeto que foram expostas em um sarau literário em julho deste ano, no qual foi um grande sucesso.



Parceiras do projeto: Valorização da beleza negra. Foto: Arquivo Pessoal
“Nosso projeto foi apresentado em um encontro de NEABI`S em São Luís, e recentemente nosso artigo foi aprovado para participarmos de um congresso em Maceió. O objetivo agora é expandir e dar continuidade, levando-o para as escolas daqui de Santa Inês.” Afirma Alice.

O projeto ganhou notoriedade e vem crescendo cada vez mais, Alice afirma que a intenção era ajudar outras pessoas que também foram vitimas, não imaginava que teria tamanha repercussão.
Empoderada de si,  conseguiu contagiar a outros a sua volta, sua ação trouxe reações positivas, pode até não surtir efeito imediato, mas deu forças a outras mulheres e meninas que conseguiram perceber a beleza em ser quem é, que cor, cabelo, não é ruim, o que há de ruim é o preconceito. Sobre como senti-se ela diz:


"A principio senti uma revolta muito grande porque é isso que o racismo me faz sentir. Mas tudo isso me fez mais forte, pois agora eu sinto um amor pela cultura africana, pela minha cor, e principalmente por meu cabelo. Tudo isso serviu para eu ter certeza de quem sou, para me encontrar no mundo."

Alice encerra o ano de 2016 concluindo o ensino médio, e renovada, este ano a trouxe significativas transformações, tanto externa como internamente.  Ela ainda almeja mais, quer que muitas outras pessoas, tantas vezes silenciadas pelo preconceito possam libertar-se, sentir-se mais forte e aguerrida assim como ela.
Alice Alves, antes da transição/ Foto - Arquivo pessoal
Alice Alves, inicio de transição/ Foto: Arquivo pessoal
Alice é uma guerreira, sua luta é travada com o uso de informação, aqui no blog muitas vezes afirmo que devemos autoafirma-se impor-se, quando uso esses termos, não estou querendo dizer que devemos ir contra o conservadorismos, radicalizando banalizando os conceitos sociais, nossa jovem aguerrida representa de fato o que afirmo, e reafirmo em cada postagem, que devemos ser quem é, sem deixar-se diminuir -se , por racismos, machismos, e toda forma de “ismo”, que possa sufocar  nossa existência.
Alice Alves/ Foto: Arquivo Pessoal

21 dezembro 2016

QUANDO PARTIR FAZ - SE NECESSÁRIO - MÚSICA: JE VOLE

Sabe aquela pessoa que quando acha uma música, agradável que transporta,  sente vontade de ouvir a todo momento e acha que todos  devem fazer o mesmo? Bem, nesse caso a pessoa sou eu.

Foto: reprodução


 A música da vez chama-se JE VOLE,  tema do filme - A FAMÍLIA BÉLIER, lançado no Brasil no natal de 2014, em seu país de origem, no caso França, foi lançado no dia 17 de dezembro  do mesmo ano. Uma comédia dramática, que conta a história da adolescente, Paula, de dezesseis anos, interpretada por Louane Emera, finalista do The Voice francês de 2012 , ela é a unica ouvinte em uma família de surdos, o que a torna mediadora da família nas questões sociais, cuida da fazenda e dos negócios da família. 

foto: reprodução
Quando descobre o talento para o canto, sendo motivada a participar de um prestigioso concurso musical em Paris, o que lhe daria acesso  a uma boa carreira e aos estudos universitários, a filha  começa sentir a necessidade de emancipar-se.  A situação desencadeia  um  conflito com os pais, que não podem deixa-la ir, por julga-la indispensável, e consigo mesma, pelo amor que tem à família. 
"Eu me pergunto se no meu caminho
Se meus pais suspeitam
Minhas lágrimas escorriam
Minhas promessas e desejo
de avançar" (fragmento)

O momento alto e mais emocionante do filme acontece ao final quando a adolescente canta a música, JE VOLE, que reflete sua decisão e a necessidade de partir. Na audição além dos jurados estão sua família, assim ela canta ao mesmo tempo que interpreta a letra em libras para seus pais, em uma linda sintonia entre os sinais e o canto, que envolve e emociona.



"Je vole" é uma música de 1978 do cantor francês Michel Sardou, foi um grande sucesso comercial alcançando o número 3 na França vendendo aproximadamente 500.000 cópias. Em 2014, o tema da canção foi adaptado para o enredo do filme  dirigido por Éric Lartigau. A escritora Victoria Bedos  baseou  sua história na música "je vole", considerando -a  muito inspiradora. ( fonte Wikipédia)

 Disponivél no you tube, spotify e em outras plataformas a mesma faz parte do primeiro álbum de Louane Emera  intitulado Chambre 12, lançando em 08 de março de 2015. Mesmo que você não assista o filme, ouça a música, e deixe-se envolver -se pela letra, melodia e interpretação. Se gostar deixe seu comentário, para que eu possa ter certeza que ninguém está imune a encantar-se pela música.  



16 dezembro 2016

ALANA OLIVEIRA, LINDA, FEMININA E TRILHEIRA

Aventurar-se em duas rodas por muio tempo foi uma atividade restritamente masculina, mas esta realidade vem mudando, cada vez mais mulheres estão aderindo este estilo de vida. 




O conceito de masculino e feminino estão enraizados, ambos os sexos sofrem pressões sociais por padrões comportamentais nos quais são definidos antes mesmo de nascer . A expectativa social é que cada um cumpra com seu papel sem falhas sem desvios, o que foge a isso é considerado fora da natureza humana, ou que a criança tem tendências homoxessuais.


Alana Oliveira confrontou-se com esta situação, quando criança não gostava de boneca e de brincar de casinha como as outras meninas, gostava de coisas nos quais julgam ser especificamente de meninos , sua mãe afirma que ela deveria ter nascido “macho”, ela contrapõe-se afirmando que sempre teve o espirito aventureiro e livre .






Aos 27 anos formada em psicologia, mãe de uma menina de 5 anos, trabalhando como coordenadora de atenção básica no município de Ibitiara - Bahia, onde vive. Alana ainda mantém sua essência , respaldada em sua paixão por motos onde aprendeu a pilotar aos 11 anos, contrapondo-se a mãe que temia pela segurança da filha, ousada como sempre foi, sempre dava um jeito de pilotar as motos dos primos.






Ganhou sua primeira moto aos 18 anos, uma fan 150, que virou seu meio de transporte. Inquieta como é, queria mais; mais adrenalina, mais aventura. Assim trocou de moto, especificamente uma Bros 160, e começou a fazer trilha, na época um ambiente masculino em sua maioria, o que não intimidou a aventureira que sente-se liberta na atividade . No inicio usava uma moto preta, feminidade poderia demostrar fraqueza. Com o tempo ela percebeu que gostar de aventura e ser ousada não a desqualifica quanto mulher, pelo contrario, assim trocou a moto preta por uma rosa.


Atualmente pratica com outras mulheres, amigas, e conhecidas de cidades diferentes que mantém contato através de grupo no aplicativo whats app, onde combinam os roteiros e locais de encontro.



Alana Oliveira descobriu - se através das paisagens, da velocidade e das pessoas que conhece, "Gosto de sair com as minhas amigas de moto, fazer trilha, tirar fotos em ambientes com serra, montanhas, rios. Me faz muito bem !". Afirma a aventureira.




A história da jovem respalda o fato que não tem essa de sexo frágil, a fragilidade está na sociedade que delimita papéis. Alana é linda, feminina e trilheira, cada vez mais mulheres estão saindo das garupas e assumindo o controle da moto, o controle da vida.








Alana obrigada por fazer parte do nosso blog, fiquei na vontade de ir à Bahia fazer trilha com você.



Fotos: Alana Oliveira/ Arquivo pessoal


15 dezembro 2016

DEZEMBRO LARANJA, LUTA CONTRA O CÂNCER DA PELE

Imagem divulgação

Depois do outubro rosa, novembro azul, agora temos o dezembro laranja. Uma iniciativa que faz parte do Programa Nacional de Combate ao Câncer da Pele da Sociedade Brasileira de Dermatologia(SBD), que convida a todos a fazerem parte do mundo laranja.

A conscientização é designada tanto à mulheres como homens, já que este tipo de câncer atinge ambos os sexos,  um problema que pode ser evitado com atitudes simples tais como usar filtro, chapéu, boné e evitar excesso de exposição ao sol excepcionalmente em horário de pico (10h-16h).

A campanha também respalda problemas menos graves causados pelo sol conhecidos como fotodanos, estes se não tratados podem evoluir para o câncer da pele. Em caso de aparecimento de feridas que não cicatrizam, manchas escuras, nódulos na pele, ou alterações em pintas (aumento, modificação da cor, coceira ou sangramento),sardas, rugas, melasma, queimaduras... Pode ser indícios de algo mais sério, deve-se procurar ajuda médica. O site Mundo laranja  voltado a divulgação da campanha trás algumas informações acerca do assunto, destaquei algumas abaixo:

A exposição solar da pele pode trazer diversos malefícios: sinais, ressecamento, surgimento precoce de rugas e outras doenças. Devemos utilizar protetor solar diariamente e reaplicá-lo ao longo do dia. Faça parte você também do Mundo Laranja!
 
As siglas UVA e UVB que aparecem no protetor solar dizem respeito às radiações emitidas pelo sol. A UVA (ultravioleta A) é a radiação que causa sinais, envelhecimento e câncer de pele. A UVB (ultravioleta B) é responsável pela vermelhidão, queimaduras e câncer de pele. O FPS (Fator de Proteção Solar) mede a capacidade de proteção de um produto contra a radiação UVB
 
Faz diferença usar um protetor FPS 30 ou FPS 50? Na prática, o FPS representa o tempo de exposição adicional à radiação ultravioleta que o usuário teria para produzir eritema (vermelhidão) na pele, comparado ao tempo necessário para atingir a mesma reação sem o uso do produto. Ao aplicar um protetor FPS 30, o usuário poderia se expor 30 vezes mais tempo para produzir eritema. Diferentes estudos mostraram que os usuários aplicam, na prática, 30 a 50% da quantidade recomendada do produto. Diante desse fato, o uso de protetores solares com FPS mais elevados pode ser benéfico em situações com exposição excessiva ao sol ou em indivíduos sensíveis.

14 dezembro 2016

TAG: 8 COISAS

Auridiane Carvalho / Foto: Hyago Kayann


Quem já conhece o blog, sabe que este estilo de postagem não condiz com o mesmo. No entanto fui desafiada pela linda Luana Oliveira do  Blog da Lunnh, e como não sou de fugir de um desafio, resolvi aceitar, devo admitir que foi muito divertido. 

A palavra "tag" tem origem do inglês, no português etiqueta, pequenos marcadores para indicar preço conteúdo, na internet são relacionadas a diferentes temáticas agrupando informações de mesmo teor. A tag 8 coisas , como nome mesmo já deixa claro, resume-se em dizer oito coisas sobre oito assuntos diferente a seu respeito. Confira as minhas respostas. Estou muito bloguerinha!

8 coisas que gosto de fazer:


-Está com a família
- Assistir filmes
- Ouvir musica
- Ir academia 
- Escrever
- Ler livros
- Ir a igreja
- Dançar

8 coisas para fazer antes de morrer:


Aprender 3 línguas diferentes
- Conhecer o Brasil todo
- Concluir a faculdade
- Fazer intercâmbio
- Escrever um livro

- Fazer mestrado
- Ir ao teatro
- Ter filhos

8 coisas que gosto de usar:


- Lápis de olho
- Computador
- Calça jeans
- Sapatilha
- Caderno
- Caneta
- Batom
- Rímel


8 playlists preferidas:


- Fifth Harmony
- Lana Del Rey
- Maria Gadú
- Ed sheeran
- karol conka
- Lady gaga
- Projota
- Adele

8 Comidas preferidas:


- Arroz de Cuxá
-Torta de frango 
- Peixe assado 
-Batata doce 
- Lasanha 
- Camarão 
- Abacate 
 - Cuxá

8 coisa que odeio :



- Pessoas que gostam de ridicularizar o outro
- Ficar sem fazer nada
- Passar o dia só
- Ficar na Bad
- Ir ao banco
- Arrogância
- Falsidade
- Traição


8 coisas que falo:



-“ Sendo escrava da vida.”
- "Tô só o espirito."
-“Segue o blog!”
-“Tá louca?”
-" Gente!”
-“Nossa!”
-“Sério?”
-“Eita!”


8 blogs e 1 canal, que irei indicar para responder a tag:

- Dentro Das Paginas
-Diário dos cachos
- Olhares e lugares
- Dicas para você
-Anne Ferreira
- Marys Alves

-Meio Julia
-Oi, Kay



É isso, espero que tenham gostado e criado sua própria lista nem que seja mentalmente. Não deixe de clicar nos links de blogs e canal que indiquei, para conhece-los e ver suas respostas.



07 dezembro 2016

GABRIELLA COELHO E SEUS PADRÕES, LINDA E PLUS


Gabriella Coelho é formada em Maquiagem, e atualmente trabalho como modelo e dançarina. Uma jovem linda, que reconhece seu corpo aceita-o e sente-se bem. Mas nem sempre foi assim. a percepção do belo em ser quem é, veio após conhecer o mundo PLUS SIZE. 


Gabrella coelho/ foto reprodução instagram
Criticas ao corpo, a roupa e policiamento quanto a comida; são algumas atitudes tomadas por pessoas que mesmo de forma despretensiosa, nas melhores intenções, só fazem mal ao ouvinte alvo. Gabriella de 21 anos, que mora no Rio de Janeiro, assim como muitas mulheres e meninas, sofreu com essas situações. 

Gabriella Coelho/ foto reprodução instagram

"No começo pra mim sempre foi difícil, pois eu não me aceitava gorda, sempre que faziam algum comentário sobre isso eu chorava muito. As vezes eu não me sentia bem, vestia uma roupa e nunca achava que estava bonita. Já deixei de ir pra certos lugares por não estar me sentindo bem comigo mesma." Afirma a jovem.

A realidade não mudou, o que mudou foi a forma de enfrenta-la, a autonomia conquistada através do reconhecimento do belo no corpo que exibi, inibi estas situações. Quanto as criticas ela não dar importância, só absorve o que lhe faz bem. Como ela mesmo afirma:

" Sempre tem alguém que pergunta: Ah mas você não quer emagrecer? Não pensa em fazer uma redução de estômago? Tento responder com jeitinho o que penso. Já recebi críticas em matérias que foram publicadas em sites ou páginas do Facebook, mas comentários destrutivos eu ignoro ou nem olho, pois não faz bem ficar se preocupando com isso."

Essa autonomia apenas tornou-se possível quando envolveu-se com o mundo PLUS SIZE, movimento que no inglês significa tamanho maior, a ideia é mostrar que não há tamanho único,não é um conceito novo, o que há de novo é o espaço que vem ganhando. Sendo realista este foi um meio do mercado aumentar as vendas, tendo em vista que dar atenção a estas mulheres significa aumentar o publico consumidor. 



Gabriella Coelho/ foto reprodução instagram
Não podemos deixar de reconhecer que mesmo, com meta comercial, sua importância e representatividade, contribui para a autoestima e empoderamento da mulher que usa acima do manequim 48, muitas vezes alvo de inseguranças e preconceitos.

Gabriella Coelho/ foto reprodução instagram
" Quando conheci o mundo Plus Size e comecei a me inspirar em outras mulheres aos poucos o meu pensamento foi mudando. E hoje me amo e me acho linda. Lógico que tem dias que estou me sentindo feia, como qualquer mulher, Mas nada como uma make e uma roupa bem bonita pra isso passar né?! Rs"

Quando envolveu-se no meio a jovem pode conhecer várias outras mulheres inspiradoras, sentiu-se representada, e queria representar outras mulheres também. Quando perguntada qual foi o momento decisivo para a conquista de sua auto confiança de sentir-se linda do seu jeito, ela responde:

Gabriella Coelho/ foto reprodução instagram
"Eu comecei a me sentir linda e a aumentar minha autoestima aos poucos, minha cabeça foi mudando assim que me envolvi no meio, vendo tantas mulheres maravilhosas foi me inspirando, e quando eu vi que estava inspirando outras meninas ai que me deu um estalo, e pensei, realmente sou linda do jeito que sou."

A profissão mudou Gabriella, ela não poderia imaginar o tão quanto refletiria positivamente em sua vida, iniciou por incentivo de sua mãe, não queria ir , sentiu-se obrigada a participar de um concurso de miss quando tinha 18 anos, o que para ela foi muito difícil, pois este significaria assume-se gorda, como ela mesmo afirma:

"No começo eu relutei pois eu não queria continuar gorda, ia morrer de vergonha me assumindo gorda, mas ela insistiu e falou que já estava tudo pago e que eu não tinha nada a perder, então fui pesquisar sobre e encontrei mulheres incríveis nas quais me inspiro até hoje."

A jovem não ganhou em primeiro lugar, nem destaque em sua participação, isso a fez sentir-se ainda pior e desmotivada, não tinha condições psicológicas de seguir em frente, então afastou-se por completo, desistiu de todas a possibilidades de acesso a moda plus. Mas sua mãe, não havia desistido, sabia da beleza e do potencial da filha e mais uma vez a fez participar de outros concursos o último deles foi o A MAIS BELA GORDINHA DO RIO DE JANEIRO, no qual foi um divisor de águas na sua vida.

Gabriella Coelho - Desfile de maiô concurso A mais bela gordinha do rio de Janeiro- Reprodução/ Instagram 
"Em abril desse ano participei do A Mais Bela Gordinha do Rio de Janeiro, no qual fiquei em segundo lugar. Por meio desse concurso fui convidada a participar da seleção para o Balé Plus Size no qual eu dancei no Criança Esperança com a Anitta, e foram surgindo convites pra alguns trabalhos. Aí comecei um curso de modelo pra me profissionalizar."

Gabriella Coelho - Apresentação criança esperança- foto reprodução/ instagram 

Sobre o mercado PLUS SIZE, embora com todos os avanços a jovem afirma que ainda tem muito a crescer, ainda há dificuldade em encontrar roupa que está na moda e bonita para gordinhos. "Não é em qualquer lugar que você acha! E as vezes quando acha é muito caro." 

Gabriella Coelho/ foto: Reprodução Instagram 


Seu mais recente trabalho na TV, foi no Teleton ao lado de Silvio Santos. Mas está perto de pessoas ilustres, apresentar-se na televisão, ensaios, campanhas... Tudo isso é pouco diante da descoberta do "eu", que sempre esteve ali, mas antes desconhecido por Gabriella, linda do jeito que é, sem imposições, seguindo seus próprios padrões. 

Gabriella Coelho/ foto: Reprodução Instagram 

Gabriella, foi de uma cordialidade sem medida em aceitar fazer parte de nosso blog, a ela nosso muito obrigada. Quando decidiu compartilhar conosco um pouco de sua vida quis mostrar que para sentir-se bonita não precisa necessáriamente ser modelo assim como ela tornou-se, mas de algum modo perceber-se sem deixar-se levar por criticas e imposições, na falta de representatividade, represente-se, está pode não ser a receita mestra para a felicidade, mas é para o sucesso; um fator preponderante para ter dias mais felizes.


30 novembro 2016

MULHER DE COR



Poema escrito por Maiza Silva em exaltação e expressão do orgulho em ser mulher negra. Embora o empoderamento negro tenha significado coletivo, a jovem maranhense não tem receios de viver sua individualidade, sem deixar de autoafirmar-se. 

Maiza Silva/ Foto: Hyago Kayann



Sou mulher, sou negra.
Carrego comigo a cor e o sabor.
Carrego no peito pulsante, 
A dança do batuque do tambor!
Carrego nos traços as linhas,
Que contam minha história.

Carrego no peito o orgulho,
De ser mulher de cor,
Sim... mulher de viva cor!
Pois eu nasci para as cores!
... E não para as dores,
Eu nasci para pintar!

Pintar o desamor, com flores.
Sou da cor da noite que fascina,
Sou mulher de intensos amores!
Da cor, da luta pela liberdade!
De ser filha dessa terra, guerreira!

Sou negra, mulher de cor.
Porque minha alma é colorida.
E não essa capa cinza e fria,
Dessa sociedade de hipocrisia. 

(Maiza Silva)


DE CELLY CAMPELLO A MARÍLIA MENDONÇA, A CULPA É DO CUPIDO!



Do crédulo ao mais cético, sempre vamos ver o cupido como uma analogia ao amor, representado como um menino alado que sai por ai disparando flechas nas pessoas, formando casais. Parece fantasioso mais nos poemas e nas musicas por possuir uma perspectiva subjetiva, de vez em outra ele é citado, mas nem sempre positivamente.


Marília Mendonça artista que ganhou destaque com o álbum intitulado Marília Mendonça ao vivo, lançado em março de 2016, com músicas de sua autoria, trás entre elas o single MEU CUPIDO É GARI onde faz referencia ao cupido na terceira pessoa, afirmando que os homens que aparecem em sua vida são lixo. Culpa de seu cupido que joga a sujeira na sua vida.

"O meu cupido é gari
Só me traz lixo
Lixo, lixo, você é prova disso
Lixo, lixo, você é prova disso."( Marília Mendonça- O meu cupido é gari, 2016)

Marília Mendonça- foto reprodução

Marília Dias Mendonça, nascida na cidade de Cristianópolis, Goias, conhecida como Marília Mendonça ,com apenas 21 anos já é considerada uma grande cantora e compositora brasileira, e forte representante do sertanejo feminino. Começou a compor aos 12 anos e não parou mais. Grandes artistas já cantaram suas letras, que possuem caráter intimista com respaldo a dor do amor, daí vem o titulo dado pelos fãs de Musa da Sofrência.  




Na música ela demite seu cupido pelo mal trabalho, ao mesmo tempo que se questiona se merece esse tipo de amor, alega que a culpa realmente é do cupido, que na verdade é um amador, com uma flecha sem ponta,sem rumo nem direção, acertou alguém que só lhe fez mal.



Na década de 50 Celly Campello já cantava tecendo criticas diretas ao seu cupido, com a música ESTÚPIDO CUPIDO, referindo-se a ele em segunda pessoa, afirmando não querer mais saber de amar, cansou de chorar por amor, ao contrário de Marília Mendonça, não afirma que o erro esta no amadorismo do cupido, mas de fato no amor “ A flecha do amor só trás angustia e a dor”. 


Celly Campelo - foto reprodução
Célia Benelli Campello, ficou conhecida como Celly Campello, nasceu em São Paulo no dia 18 de junho de 1942, vitima de um câncer faleceu em 2013 no dia 04 de março em campinas. Ganhou notoriedade no país em 1959, através desta música, que é uma versão brasileira de Stupid Cupid lançada na França no final de 1958.

A letra retrata a falta de discernimento do cúpido, sendo julgado estúpido por um alguém que já cansou de chorar por amor, pedindo  distância, um basta. Foi enganada e não quer mais saber de amar.

"Eu dei meu coração
A um belo rapaz
Que prometeu me amar
E me fazer feliz
Porém, ele
Me passou prá trás
Meu beijo recusou
E meu amor não quis" (Celly Campelo- Estúpido Cupido , 1959)


Acreditando ou não em cupido vale apena conhecer ambas as músicas, e avaliar se de fato elas tem razão, será que nossos cupidos falharam? devo admitir que o meu está em constante analise, e o seu?


26 novembro 2016

ALÉM DE UM CORPO, JACIRA SUPERAÇÃO

Ser uma mulher malhada, ou sarada ( como queiram chamar), rende elogios,  mais em contra partida gera muitas critica e preconceitos. Agora imagina uma vovó maromba de 57 anos, onde historicamente avós  são vistas como aquela que cuida dos netos, a típica Dona Benta do Sitio do Pica pau amarelo. Jacira é esta mulher, que foge a regra.Linda e decidida, ela nos mostra que não tem idade para se cuidar. 

Jacira Superação/ foto: Arquivo pessoal

Jacira de Boa Vista, Roraima, é uma mulher de 57 anos que foge aos padrões . Mais nem sempre foi assim . Antes de ser Jacira Superação e todo e qualquer estereótipo que podem usar para definir ou denegrir sua imagem, quero vos apresentar a Jacira Noronha de Araújo, nascida na roça, especificamente no interior de Góias . Mãe de 4 filhos, vó de 4 netos, pedagoga, empresária, um exemplo de luta, superação e determinação.
Jacira Superação/ foto: Arquivo pessoal
Há 13 anos atrás, Jacira sofreu um acidente no qual por uma lesão no joelho ficou limitada em algumas atividades como subir escadas, usar salto, pilotar moto (seu único meio de transporte na época) perdeu massa muscular, mancava, o que afetou sua autoestima. Em meio a tudo isso, seu casamento de 28 anos chegava ao fim.

 Debilitada, com 4 filhos para criar, sem ter com quem contar encontrou na atividade física  especificamente a musculação um meio para superar traumas tanto físicos como psicológicos, o corpo que exibe hoje é resultado desse processo. A principio o objetivo estava voltado a recuperação dos movimentos da perna, não por orientação médica, pois este afirmava que a medida a ser tomada deveria ser uma intervenção cirúrgica, que em sua recuperação envolveria seis meses em uma cadeira de rodas.

Jacira, não poderia permitir-se passar por todo aquele processo, tendo seus filhos que dependiam diretamente dela. A academia, foi o meio encontrado por ela para tentar recuperar os movimentos, que contrariando as expectativas médicas, trouxe resultados. 


O mundo fitness a cativou de tal modo, que abriu mão de alguns bens, investiu em algumas máquinas usadas feitas em fundo de quintal, e criou sua própria academia por nome Superação, a principio fora dos padrões, mas ela não desistiu, conseguiu financiamento junto aos bancos e investiu em equipamentos. Hoje a academia é administrada por ela e suas duas filhas.

Jacira e suas filhas, Katia e Karoline / foto: Arquivo pessoal


"Sempre tive apoio de Minhas filhas, Karolina Marreiro atleta profissional e também atleta katia Marreiro, enfim, uma família que se descobriu na profissão, pretendemos, continuar no mercado, melhorando cada vez mais nosso empreendimento, e levar a outras pessoas essa modalidade de esporte e vida saudável..."



Pode não ser a academia dos sonhos, mas é a sua; ela ainda deseja fazer mais, pois superação tornou-se seu sobrenome Sobre sua história ela afirma:

"Me sinto uma vitoriosa por tudo que passei e superei, recebo muitas criticas tanto de homens como de mulheres, porém não me abalo, estou bem comigo mesma e com o meu corpo. Tenho o apoio de minha família , minhas filhas até malham comigo hoje em dia."

Jacira Superação/ foto: Arquivo pessoal
Superou as dores, recuperou seus movimentos e a autoestima, depois não parou mais, redescobriu-se na musculação e fez dela sua aliada, o corpo que exibe hoje é de grande parte resultado de todos esses anos de atividade, aliada a uma boa alimentação, baixo carboidratos, boa proteína, zero sal, zero lactose, zero glúten. A toda esta restrição ela afirma que a ausência destas substâncias melhora o metabolismo, e há uma desaceleração no processo inflamatório.


Sua filha Katia Marreiro, na qual não esconde o orgulho que tem de sua mãe, nos mostra quem é Jacira na intimidade do lar, afirma que a mesma além de batalhadora, é alegre, sorridente e introvertida, não é de reclamar o tempo todo, todos que a conhecem pessoalmente sentem-se motivados. 

"Ela é professora, acorda muito cedo para fazer o que gosta, trabalho o dia inteiro e a noite fica até as 23:00 cuidando da academia, ela é do tipo que gosta de ser desafiada, mesmo com o cansaço físico não perde um dia de academia. Isso não é fissura ou loucura, é amor próprio, ela se ama e se cuida, muito vaidoso. Ela renunciou muita coisa para cuidar de nós, nada mas justa que possa ter um tempo para se cuidar. A vida dela hoje, é, trabalhar e se cuidar, isso é um direito dela, a idade vem para todos nós, quem se ama como ela, não se importa com comentários maldosos. Ela é minha inspiração, é o amor da minha vida. Eu ela e minha irmã somos muito amigas. " ( katia Marreiro)

Foto; Arquivo Pessoal
Jacira com seu trabalho, conseguiu dar uma boa formação a seus filhos, tem muito orgulho dos mesmos, os considera seu alicerce. Esse amor e orgulho é reciproco por parte deles. Por trás do olhar limitado de alguns que apenas veem a vovó maromba, está uma mulher guerreira, amorosa, empreendedora, um exemplo . 

Fiz questão de contar sua história e quanto mais mergulhei em seu universo mais admiração e respeito advindos de mim em relação a ela surgia. Não limitemo - nos  apenas a estereótipos temos que ver além. Jacira é muito além de um corpo, ela é superação.






24 novembro 2016

AMOR,COMPANHEIRISMO E TRANSIÇÃO, CACHOS DE JESSICA FERNANDA


Vamos conhecer um pouco da história de Jessica Fernanda, modelo fotográfica, que através do companheirismo e profissionalismo de seu noivo e também fotografo, conseguiu concluir sua transição capilar.

Jessica Fernanda/ fotos: Arquivos pessoais 


Jessica Fernanda Moraes  tem 19 anos, modelo , da cidade de Goiânia Goiás, ela nos conta um pouco como foi sua transição. Ressalvo que este processo não é uma obrigação, temos a liberdades de usar o cabelo que queremos e quando sentimo-nos a vontade mas este tem virado um assunto recorrente no blog, por conta da dificuldade  e a discriminação entorno do uso dos cabelos naturais, em especial os mais volumosos e afros.

Muitas mulheres mesmo com o anseio de mudança retraem-se por conta do preconceito. Jessica no seu quarto mês de transição pensou em desistir, a mudança de textura deixou - a desconfortável, como trabalha com a imagem, sentiu-se receosa.  As pessoas próximas a ela não aceitaram a ideia, afirmando que a mesma deveria alisa-lo pois não estava bonito.
Jessica Fernanda/ fotos: Arquivos pessoais 

Seu noivo e também fotografo( podemos julga-lo assim como captador do belo), a fez perceber que os cachos e volume que surgia só intensificava ainda mais sua beleza, dando ainda mais expressão as  fotos. Este com seu amor e profissionalismos, foi seu grande motivador ao longo de toda a transição, mostrando o belo que havia no seu natural; algo que ela não conhecia pois deste os 13 anos o alisava, por não haver representatividade em seu ciclo de relações, e por  afirmações  que  diziam que seu cabelo não era "bom". Sobre como sente-se hoje ela afirma:

"Voltar a ser cacheada foi a melhor decisão a ser tomada,eu não conhecia meus cachos cresci ouvindo das pessoas que meu cabelo era ruim,talvez por não ter tantos cuidados pra cacheadas como tem hoje em dia, se eu soubesse ver a beleza que eu vejo neles hoje, eu nunca teria alisado,era só uma adolescente e todas minhas amigas tinha cabelo liso,de certa forma me sentia diferente,então alisei"


Jessica, concluiu sua transição e julga-se realizada com os resultados, aqueles que a principio ficaram preocupados e criticaram sua decisão, hoje percebem o tão quão os cachos respaldam sua beleza. "Minha transição está concluída, amei ver esses cachos que eu antes não conhecia." Afirma a jovem.


Hoje Jessica continua a fotografar, na maioria das vezes com seu parceiro de vida, os cachos ganham destaque nas fotos, e o amor é presença marcante na vida dos dois.
Muitas mulheres e meninas preocupam-se quanto aos cuidados e trabalho em manter os cachos, quando perguntada sobre os cuidados que tem com o seu, ela responde: "Eu cuido do meus cachos com produtos simples e populares como a linha Seda, que todos conhecem, e faço algumas hidratações por indicações."


Jessica Fernanda/ fotos: Arquivos pessoais 

Jessica fala sobre a dificuldade de passar pela transição, se você está nesse processo, ou pensa em dar inicio, se por ventura não houver apoio, assim como ela encontrou em seu noivo, não tenha medo, siga em frente! O processo é lento e vai trazer oscilações na sua autoestima, criticas irão surgir. É fato! Mas não foque nos obstáculos foque nos resultados.

"Existi varias mulheres que sente essa vontade de começar  o processo de transição, porém muitas tem medo de encarar dois tipo de textura,e também muitas não tem apoio, pra começar, isso é fundamental, não é fácil passar por uma transição, principalmente quando não temos apoio de quem estar nosso lado." Conclui a jovem modelo.


A linda Jessica,  muito obrigada por compartilhar sua história conosco. E a você que sentiu-se motivada, lembre -se, toda mudança requer ousadia. Então ouse, busque! Se por ventura sentir-se sozinha, mesmo que o percurso torne - se ainda mais difícil, não desanime. Se faltar amor, ame -se! O importante, é sentir-se bem e linda, siga em frente, sempre.